
O início de 2026 está sendo sanitariamente explosivo na Europa. Em apenas 14 dias, o continente confirmou 42 surtos de Gripe Aviária Altamente Patogênica (H5N1) em granjas comerciais de 11 países, sinalizando uma temporada viral mais agressiva do que a anterior.
O epicentro da crise atual é a Polônia, onde 17 granjas comerciais (totalizando 1,49 milhão de aves de corte, postura e reprodução) foram atingidas nas duas primeiras semanas do ano.
Na França, mesmo com a vacinação obrigatória em patos, o vírus rompeu a barreira imunológica em três lotes vacinados no oeste do país, somando 112 focos desde outubro e 1,8 milhão de aves afetadas.
A situação também se agrava na Holanda e na Alemanha, importantes polos produtivos. Na Holanda, o total de surtos nesta temporada subiu para 31 após novas confirmações recentes em lotes de perus e poedeiras.
Já em território alemão, o estado da Baixa Saxônia concentra a maior parte da crise, somando 83 registros desde outubro, o que demonstra a persistência do vírus em regiões de alta densidade avícola.
A disseminação é generalizada e atinge também a Bélgica (17 surtos desde outubro, com abate de 950 mil aves), Reino Unido (7 granjas atingidas desde o Ano Novo), além de novos casos confirmados em perus e reprodutoras na Itália e Espanha.
Os dados da Comissão Europeia mostram que 2025 já havia sido pior que 2024 (729 surtos comerciais contra 451), e 2026 começa seguindo a mesma tendência de alta.
O monitoramento da fauna silvestre indica que o vetor de transmissão continua ativo e diversificado, complicando o controle. Nas duas primeiras semanas do ano, foram registrados 145 surtos em aves selvagens por 12 países, com destaque para a detecção inédita do sorotipo H5N2 na Letônia e Suécia, além do H5N5 na Islândia e variantes H7 na Ilha da Madeira, ampliando o mapa de risco biológico para o continente.
Referência: Watt Poultry












