
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reagiu com força nesta quarta-feira (07) ao veto do presidente Lula na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. O dispositivo vetado originalmente blindava os recursos do Seguro Rural contra contingenciamentos (cortes) do governo.
Agora, a bancada, liderada pelo deputado Arnaldo Jardim, promete “empenho máximo” para derrubar a decisão presidencial no Congresso.
A preocupação é crítica: na última safra, a área coberta por seguro no Brasil despencou para menos de 8% da área cultivada, deixando o produtor exposto aos extremos climáticos (como a seca no Sul e as chuvas irregulares no Centro-Oeste).
“Avançar na cobertura e ter fluxo adequado de recursos são prioridades absolutas para 2026”, afirmou Jardim. Se o veto for mantido, estima-se que o estado do Paraná será o mais prejudicado, já que concentrou 40% das apólices em 2025.
Do outro lado, o Ministério da Agricultura (Mapa) tenta uma manobra alternativa. O secretário Guilherme Campos argumenta que a Taxa Selic a 15% inviabiliza o aumento direto do subsídio.
A proposta do governo é fundir o atual seguro rural com o Proagro e tornar o seguro obrigatório para quem toma crédito federal, apostando na “massificação” para diluir riscos. A FPA, no entanto, vê a medida como insuficiente e o veto como um risco à segurança jurídica da safra que se inicia.
Referência: Agência FPA












