
O ano de 2025 termina sem sinais de trégua para a avicultura europeia. Dados do Sistema de Informação sobre Doenças Animais da Comissão Europeia (CE), atualizados até 24 de dezembro, contabilizam 699 surtos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em granjas comerciais espalhadas por 23 países.
O número representa uma piora significativa no quadro sanitário quando comparado a 2024, que registrou 451 ocorrências do tipo. A Alemanha lidera o ranking negativo com 172 focos, seguida por Polônia (117), Hungria (107), França (103) e Itália (64).
A situação recente é crítica nos grandes produtores. Na Polônia, o maior exportador de frangos da UE, o total de surtos no ano chegou a 124, afetando mais de 9,25 milhões de aves. Apenas na última semana, novos casos atingiram 172 mil poedeiras no norte e 41 mil frangos no oeste do país.
Na Itália, mais de 1,67 milhão de aves foram impactadas desde setembro. O vírus, predominantemente da cepa H5N1, continua ativo também no Reino Unido (138 casos no ano) e na Holanda, que reportou quatro novos focos em perus e poedeiras na última semana.
O que mais assusta as autoridades sanitárias, porém, é a pressão viral vinda da natureza. O número de detecções em aves selvagens quadruplicou: foram 4.145 registros em 34 países em 2025, contra apenas 926 em 2024. A Alemanha, sozinha, responde por mais de 2.300 desses casos.
Essa “explosão” de casos na fauna silvestre indica uma carga viral altíssima no ambiente, dificultando o controle da biosseguridade nas granjas comerciais e sugerindo que o início de 2026 continuará desafiador para o continente.
Referência: Watt Poutry












