Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,41 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,60 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,45 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,26 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,59 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,16 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,11 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,93 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,00 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,70 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 123,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,91 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,28 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,48 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.045,71 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 144,91 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Estudo

Custo do Bem-Estar animal na avicultura é mínimo, afirma novo estudo internacional

Saiba mais sobre o custo do bem-estar animal na avicultura e como ele afeta a adoção de práticas sustentáveis

Custo do Bem-Estar animal na avicultura é mínimo, afirma novo estudo internacional

Um novo comentário publicado na revista Nature Food avalia os impactos do Compromisso Europeu do Frango, uma iniciativa que busca a adoção de raças de crescimento mais lento e padrões de bem-estar mais elevados na avicultura. O artigo desafia as preocupações sobre o aumento de custos e emissões, que têm sido barreiras para a sua implementação.

Usando o custo de externalidade de carbono da União Europeia, a pesquisa mostrou que custa menos de um centésimo de centavo para evitar cada hora de dor intensa, o que é equivalente às emissões de dirigir um carro padrão por cerca de 15 minutos. O estudo demonstra que a troca de raças de frango de crescimento rápido por raças de crescimento mais lento evita pelo menos 15 a 100 horas de dor intensa por ave, a um custo de apenas US$ 1 a mais por quilo de carne. Essas descobertas contestam a premissa de que sistemas de bem-estar mais elevados são caros ou ineficientes.

A pesquisa também questiona a ideia de que a intensificação da pecuária pode ser defendida por questões ambientais, dado o dano desproporcional ao bem-estar que a produção intensiva acarreta e as diferenças mínimas nas métricas ambientais.

O estudo aplica o Welfare Footprint Framework, um método científico que permite quantificar o bem-estar animal. Quando aplicado a frangos de corte (o vertebrado terrestre mais populoso do planeta), o método revela o impacto das práticas industriais atuais, como as altas taxas de crescimento que levam a claudicação generalizada, problemas cardiovasculares, estresse por calor e fome crônica.

A Dra. Kate Hartcher, uma das autoras do artigo, afirma que o Welfare Footprint Framework permite colocar o bem-estar animal “em pé de igualdade com outras prioridades políticas”. As estimativas de impacto no bem-estar também incluem as condições ocultas das aves progenitoras, que precisam ser severamente restringidas em sua alimentação para evitar os problemas de saúde causados pelo crescimento rápido. “Para melhorar significativamente o bem-estar na produção de frangos de corte, precisamos de mudanças genéticas. Sem elas, as galinhas-mãe precisam continuar a suportar a fome extrema”, disse a Dra. Cynthia Schuck-Paim, principal autora do artigo.

A pesquisa, realizada em colaboração entre o Welfare Footprint Institute, o Stockholm Environment Institute e a University of Colorado Boulder (EUA), marca uma virada na forma como o bem-estar animal é considerado nos sistemas alimentares. Ao fornecer uma maneira clara e com base científica para mensurar as experiências dos animais, o Welfare Footprint Framework possibilita a implementação de reformas significativas e garante que os animais não sejam mais deixados de fora da discussão.

Referência: Poultry World