
A crise dos ovos nos Estados Unidos persiste, impulsionada pelo abate em massa de galinhas poedeiras devido aos surtos de gripe aviária altamente patogênica. Desde 2022, quase 160 milhões de aves foram sacrificadas, resultando em uma escassez de produção que elevou o preço de uma dúzia de ovos para quase US$ 5 em média nacional. A expectativa é de que esse cenário de preços elevados continue ao longo de 2025.
Diante desse panorama, o governador de Nevada, Joe Lombardo, busca alternativas para aliviar o impacto no bolso dos consumidores. Em 13 de fevereiro, ele aprovou uma suspensão temporária de 120 dias da exigência de venda exclusiva de ovos de galinhas criadas sem gaiolas no estado. A medida visa aumentar a oferta de ovos e, consequentemente, reduzir os preços, com expectativa de resultados em cerca de um mês.
A regulamentação da criação de galinhas sem gaiolas tem sido um ponto de debate. Embora alguns acreditem que essa prática contribua para os altos preços dos ovos, outros argumentam que a maioria das granjas já adotou esse sistema, tornando a revogação da exigência irrelevante para a oferta e os preços. Dados da United Egg Producers e de grupos de bem-estar animal corroboram essa visão, indicando que a maioria das galinhas poedeiras nos EUA já é criada sem gaiolas.
Enquanto isso, produtores de ovos enfrentam acusações de lucros exorbitantes, o que é contestado por representantes do setor. Uma produtora viralizou nas redes sociais ao explicar que a margem de lucro dos produtores é de apenas “centavos” por dúzia, independentemente do preço final pago pelos consumidores.
A crise dos ovos nos EUA é um problema complexo, com múltiplos fatores contribuintes. A gripe aviária altamente patogênica e as regulamentações de criação de galinhas sem gaiolas são apenas alguns dos elementos em jogo. A busca por soluções que equilibrem a saúde animal, a segurança alimentar e o acesso a alimentos acessíveis para os consumidores continua sendo um desafio.
Fonte: World Poultry











