Avanços na avicultura do Espírito Santo: reconhecimento como zona livre da Doença de Newcastle pelo Chile abre novas oportunidades de exportação
Chile reconhece Espírito Santo como zona livre da Doença de Newcastle

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) recebeu, na segunda-feira (16), o comunicado oficial de que as autoridades chilenas reconheceram o Estado do Espírito Santo como zona livre da Doença de Newcastle – uma doença viral contagiosa que afeta várias espécies de aves.
O diretor-geral do Idaf, Leonardo Cunha Monteiro, destacou que esse reconhecimento representa um importante avanço para a avicultura capixaba. “Com isso temos novas possibilidades para exportação de produtos avícolas para o mercado chileno, promovendo a geração de renda e a dinamização do setor, além de reforçar a credibilidade sanitária do Estado”, disse.
O coordenador de sanidade avícola no Idaf, Leandro Marinho, explica que esse resultado decorre do processo de avaliação técnica pelo qual o Espírito Santo passou em 2019. “Na ocasião, foram auditados o Serviço Veterinário Oficial do Estado e também algumas granjas de postura comercial e corte, além de um frigorífico sob inspeção federal. A decisão do governo chileno foi anunciada agora, demonstrando a organização do setor avícola capixaba. O Idaf atua sistematicamente no monitoramento da doença, com a realização de exames do tipo PCR, orientações e ações de fiscalização”, frisou.
Leia também no Agrimídia:
- •Exportações de frango batem recorde de 493 mil toneladas e setor monitora conflito no Oriente Médio
- •Exportações de ovos atingem maior volume para fevereiro desde 2013
- •Rio Grande do Sul intensifica ações contra influenza aviária
- •Produção de frango em Angola avança em 2026, mas país segue dependente de importações
De 2023 até hoje foram coletadas amostras em mais de 100 propriedades, em um trabalho contínuo de vigilância para influenza aviária e Doença de Newcastle.
Doença de Newcastle
A Doença de Newcastle, apesar de ter ocorrência no Brasil, não é registrada no Espírito Santo desde 1996, sobretudo por conta das ações de defesa sanitária e do aumento da biosseguridade promovido pelos produtores, principalmente por meio do registro de granjas. É uma doença altamente contagiosa para as aves, que pode levar a grandes prejuízos, com perda de produção e alta mortalidade.
Fonte: GOV/ES





















