
Projeções divulgadas por pesquisadores do Cepea indicam que o setor manterá o ritmo de expansão, embora com dinâmicas diferentes entre oferta e demanda.
A produção deve crescer de forma moderada (+1%), alcançando 4,11 bilhões de dúzias. Já o apetite interno deve dar um salto expressivo: segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o consumo per capita pode chegar a 307 ovos por habitante este ano. Se confirmado, o Brasil subirá para a 7ª posição no ranking dos maiores consumidores mundiais da proteína, superando a marca de 287 unidades registrada em 2025.
O cenário internacional apresenta uma janela de oportunidade única para as exportações brasileiras. Com a Gripe Aviária (IAAP) ainda dizimando plantéis comerciais em concorrentes de peso como Estados Unidos, Japão e países da Europa, o Brasil se posiciona como fornecedor seguro.
Um trunfo importante para 2026 é a retomada do sistema pre-listing pela União Europeia, anunciada em novembro de 2025, que desburocratiza a habilitação de novas plantas e sinaliza confiança na defesa sanitária nacional.
No entanto, o otimismo vem acompanhado de alerta máximo. O Cepea ressalta que o vírus da IAAP continua sendo o principal fator de risco. O texto destaca que o Brasil, “embora tenha rapidamente conseguido retomar seu status de livre da doença” após ocorrências em 2025, precisa manter a guarda alta.
A capacidade de blindar as granjas comerciais será determinante para capturar a demanda externa e garantir o abastecimento desse mercado interno cada vez mais voraz.
Referência: Cepea











