Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,96 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,25 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,14 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,79 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,93 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 134,20 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 138,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 148,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 150,47 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 142,08 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,14 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,60 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.056,96 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 141,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 131,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 115,07 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 127,98 / cx

Mercado

Carne de frango perde competitividade frente à suína, mas ganha espaço sobre a bovina em janeiro

Queda nos preços das carnes avícola e suína reflete demanda enfraquecida no início do ano; já a carne bovina registra leve valorização no atacado da Grande São Paulo

Carne de frango perde competitividade frente à suína, mas ganha espaço sobre a bovina em janeiro

A competitividade da carne de frango caiu em relação à suína, mas aumentou frente à bovina em janeiro, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O movimento foi observado no atacado da Grande São Paulo e reflete o comportamento distinto dos preços das principais proteínas animais no início de 2026.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a desvalorização da carne suína foi um pouco mais intensa do que a da carne de frango, o que reduziu a competitividade da proteína avícola na comparação direta com a suína. Por outro lado, a carne bovina apresentou leve valorização, fazendo com que o frango ganhasse atratividade relativa frente ao boi.

Queda nos preços de frango e suíno é típica do início do ano

Segundo os pesquisadores do Cepea, o recuo observado nos preços das carnes de frango e suína é característico do primeiro mês do ano, período marcado por demanda interna mais enfraquecida após as festas e pelo maior volume de oferta disponível no mercado.

Esse cenário gera um ambiente de sobreoferta, pressionando as cotações no atacado e reduzindo a competitividade entre as proteínas. Como a carne suína apresentou queda mais acentuada do que a avícola, o frango acabou perdendo espaço relativo frente ao suíno no comparativo de preços.

Carne bovina registra alta e altera o cenário de competitividade

Em sentido oposto, a carne bovina apresentou valorização ao longo de janeiro, especialmente na primeira quinzena do mês. Esse movimento foi suficiente para elevar a média mensal dos preços do boi no atacado da Grande São Paulo.

Com isso, a carne de frango passou a se mostrar mais competitiva frente à bovina, reforçando sua posição como alternativa de menor custo para o consumidor em um período de maior sensibilidade aos preços.

Entretanto, o Cepea ressalta que, desde a última semana de janeiro, o ritmo de negócios com carne bovina diminuiu, o que pode sinalizar ajustes nos preços nas próximas semanas.

Mercado atento ao comportamento da demanda

O cenário traçado pelo Cepea indica que o comportamento da demanda seguirá como fator determinante para a formação de preços das proteínas nos próximos meses. A evolução do consumo interno, aliada ao ritmo de oferta e às estratégias do atacado, deverá definir o grau de competitividade entre frango, suíno e boi no curto prazo.

Para o setor avícola, o desempenho da carne suína e os movimentos da carne bovina continuarão sendo referências importantes na formação de preços e no equilíbrio do mercado.