Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 67,04 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,25 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,71 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,68 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,92 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 7,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,66 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,72 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,74 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,73 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 129,10 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,25 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.185,27 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.053,84 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 144,84 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,72 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Ovos

Avicultura de postura de São Paulo cresce 7% em 2025 e amplia exportações em 19%

Veja como a avicultura de postura de São Paulo cresceu 7% em 2025 e alcançou um novo recorde em exportações de ovos

Avicultura de postura de São Paulo cresce 7% em 2025 e amplia exportações em 19%

A produção de ovos em São Paulo encerrou 2025 em trajetória de crescimento, consolidando a liderança do Estado no setor. Dados preliminares do Valor da Produção Agropecuária (VPA) Paulista, divulgados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), indicam alta de 7% na produção e avanço ainda mais expressivo no comércio exterior, com aumento de 19% nas exportações de ovos.

No acumulado do ano, a avicultura de postura paulista produziu cerca de 16,7 bilhões de unidades, movimentando aproximadamente R$ 7,2 bilhões. O volume reforça a posição de São Paulo como o maior produtor de ovos do Brasil, com participação estimada em 35% do mercado nacional, bem à frente de estados como Minas Gerais (10%), Espírito Santo (9%) e Pernambuco (7%).

No mercado externo, os embarques somaram mais de 15 mil toneladas, com faturamento de US$ 60,2 milhões. O Japão manteve-se como principal destino dos ovos paulistas, com 3,52 mil toneladas importadas, seguido pelos Estados Unidos, com 3,17 mil toneladas, e pelo México, com 3,14 mil toneladas, evidenciando a diversificação e a consolidação da presença do produto brasileiro em mercados exigentes.

Para a presidente da Câmara Setorial de Ovos e Derivados, Cristina Nagano, o desempenho positivo do setor vem acompanhado de desafios relevantes. Segundo ela, o equilíbrio de mercado é uma das principais preocupações. Com níveis elevados de alojamento, a oferta permanece alta e o comportamento da demanda segue imprevisível. “O aumento das exportações pode ajudar a equilibrar o mercado, mas existe o risco de excesso de produto no comércio interno, o que acaba pressionando os preços”, avalia.

A percepção é compartilhada por produtores. De acordo com Sérgio Kakimoto, diretor técnico da Granja Kakimoto, em Bastos (SP), as vendas em 2025 foram favorecidas pela estabilidade do mercado. “Foi um ano muito bom, com preços firmes ao longo de todo o período. Para 2026, a expectativa é ainda melhor, mas o maior desafio será manter a sanidade das aves, reforçando as práticas de biosseguridade”, afirma.

A preocupação sanitária aparece como o segundo grande desafio do setor, conforme destaca Cristina Nagano. A Influenza Aviária segue sendo uma ameaça constante, o que tem levado os produtores a intensificarem investimentos em biossegurança, com protocolos preventivos rigorosos e monitoramento permanente, para preservar o status sanitário da avicultura paulista.

Nesse contexto, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Defesa Agropecuária, mantém o Programa de Sanidade Avícola, voltado à prevenção e ao controle de enfermidades de interesse da avicultura e da saúde pública. Segundo Paulo Blandino, médico-veterinário e chefe do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA), é fundamental que as granjas comerciais mantenham medidas de biosseguridade em grau máximo, assegurando a proteção do plantel avícola do Estado.

Além da sanidade, a pesquisa e a inovação têm papel estratégico no avanço da cadeia produtiva. O Laboratório de Qualidade de Aves e Ovos (LAAVIZ), do Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), desenvolve estudos voltados à nutrição, manejo, ambiência, bem-estar animal, fisiologia e qualidade dos ovos, contribuindo para ganhos de produtividade e melhoria do produto final. O laboratório também presta serviços de avaliação qualitativa e centesimal dos ovos, apoiando empresas e instituições do setor.

Para o chefe da Assessoria Técnica do Gabinete da SAA, José Carlos Faria Jr., os resultados refletem uma política pública consistente. “A cadeia de ovos em São Paulo é sustentada por ações integradas em sanidade, pesquisa, inovação e valorização do produtor, garantindo competitividade, segurança ao consumidor e sustentabilidade para o setor”, destacou.