Exportação de ovos para a Malásia é uma oportunidade, mas o calor severo limita a produção avícola brasileira
Abertura do mercado da Malásia impulsiona exportação de ovos, mas calor extremo freia produção

A avicultura de postura brasileira inicia 2026 com uma “porta” estratégica aberta na Ásia. O governo brasileiro e o setor produtivo confirmaram recentemente a abertura oficial do mercado da Malásia para a exportação de ovos líquidos e em pó.
A medida é vista como um marco para a diversificação das vendas externas, especialmente para um país que importa mais de US$ 1,2 bilhão em produtos agropecuários do Brasil e possui demanda crescente por proteína processada.
Contudo, a euforia comercial colide com a realidade climática dentro da porteira. O verão de 2026 tem castigado as granjas com temperaturas extremas, reduzindo drasticamente a produtividade das aves. José Eduardo dos Santos, presidente executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), alerta que o calor excessivo provoca queda na postura e eleva a mortalidade, o que deve gerar uma diminuição gradual da oferta no curto prazo.
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Apesar do aperto na produção, a Asgav descarta risco de desabastecimento. A demanda interna, que sofreu leve retração durante as festas de fim de ano, voltou a aquecer desde o dia 5 de janeiro com o retorno das aulas e do trabalho.
O desafio do setor agora é gerenciar esse “cobertor curto”: atender ao consumo doméstico reaquecido e, ao mesmo tempo, começar a ocupar o novo espaço conquistado na Malásia sem pressionar demais os preços.
Referência: Asgav





















