
O Grupo de Trabalho (GT) da Tainha, coordenado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), realizou sua 18ª reunião na sexta-feira (28) para apresentar um estudo sobre a avaliação de estoque da tainha (Mugil liza), que abre caminho para um possível aumento da cota de captura para a safra de 2026.
Pesquisa e Gestão Baseada em Evidências
A pesquisa é resultado de um Termo de Execução entre o MPA e a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). O objetivo é fornecer um diagnóstico transparente e tecnicamente robusto sobre a situação do estoque nas regiões Sudeste e Sul.
O estudo utilizou métodos modernos de modelagem (incluindo modelos estruturados por idade e de produção) e análises de incerteza. Esses métodos permitiram estimar indicadores-chave fundamentais para a gestão pesqueira, tais como:
- Biomassa do estoque
- Nível de exploração e risco de sobrepesca
- Rendimento Máximo Sustentável (MSY)
- Limite de Captura Anual (LCA)
Segundo Bruno Mourato, coordenador científico da avaliação na UNIFESP, a nova atualização do estoque possibilitou conhecer parâmetros que dão o norte para a gestão. O resultado é crucial para que o MPA estabeleça limites de captura e regras de conservação baseadas em evidências, fortalecendo a sustentabilidade da pescaria no longo prazo.
Cenário para a Safra 2026
Com a nova avaliação de estoque, o biólogo Leonardo Pinheiro, da Secretaria Nacional da Pesca Artesanal (SNPA), destacou que os valores de referência de limite usados para a partilha das cotas foram alterados, o que possibilita ter um aumento da cota para todas as modalidades em 2026.
A proposta de aumento atende a uma demanda de todos os setores envolvidos para garantir uma captura mais rentável. O processo de elaboração da safra de 2026 foi marcado por ampla participação social, com 20 reuniões e diversas visitas técnicas que envolveram mais de 800 pessoas nos cinco estados que pescam tainha (Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Paraná).
O GT Tainha, um colegiado consultivo, reúne órgãos de governo federal, estaduais, e entidades da pesca artesanal e industrial para conduzir as discussões sobre a temporada.











