Descubra como a proposta de separar pesca e aquicultura pode impactar a legislação no Brasil e o desenvolvimento sustentável
Debate no Senado propõe separar pesca e aquicultura

A atualização da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca e da Aquicultura, conhecida como Lei da Pesca, foi tema de debate na Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado nesta terça-feira (9). Especialistas, pescadores, aquicultores e representantes do setor defenderam a modernização das regras e a separação entre pesca e aquicultura em marcos legais distintos.
Durante a audiência, foi ressaltado que a manutenção das duas atividades sob a mesma estrutura normativa pode gerar conflitos jurídicos e administrativos, já que a pesca tem caráter extrativo, enquanto a aquicultura é uma atividade produtiva e controlada, baseada na criação de peixes e outros organismos aquáticos.
Representando o Ministério da Pesca e Aquicultura, Cristiano Quaresma de Paula afirmou que está em análise a possibilidade de retirar a aquicultura da Lei da Pesca, com a elaboração de uma legislação específica para o segmento. A proposta foi bem recebida por entidades do setor, que reforçaram a necessidade de reconhecer as particularidades técnicas, ambientais e econômicas da produção aquícola.
Leia também no Agrimídia:
- •CNA apresenta Agenda Legislativa do Agro 2026 com foco em segurança jurídica e competitividade
- •Preços da tilápia têm variações pontuais nas principais regiões produtoras
- •Instituto de Pesca integra projeto Brasil–Chile para investigar resistência antimicrobiana e nanoplásticos na Antártica
- •Bioinsumo à base de microalgas pode reduzir dependência de fertilizantes agrícolas
Os participantes também destacaram a importância de garantir a participação das comunidades tradicionais no processo de revisão da legislação, além de reconhecer o papel das mulheres na cadeia produtiva da pesca, frequentemente invisibilizado nas políticas públicas.
O debate integra o esforço do Senado para atualizar o marco legal do setor, alinhando a legislação à realidade atual da pesca e da aquicultura no Brasil, com foco em segurança jurídica, sustentabilidade e inclusão social.
Fonte: Agência Senado





















