Pablo Mauger, presidente da Associação dos Avicultores do Paraguai (Avipar), pediu nesta quinta-feira uma solução imediata para a paralisação dos caminhoneiros, porque a avicultura está com problemas por falta de alimento para as aves
Setor avícola do Paraguai pede solução rápida para paralisação de caminhoneiros por avarias

A greve dos caminhoneiros atinge fortemente diversos setores da indústria do Paraguai. No caso dos avicultores, alertam que a falta de alimentação balanceada pode afetar o desenvolvimento dos frangos.
“Isso é sério e vai piorar cada vez mais. A situação se acalmou no fim de semana, mas nesses dias os caminhoneiros ficaram mais violentos e esperamos que isso seja resolvido, senão não vai acabar. A comida das galinhas tem que vir do Sul, de Alto Paraná e Canindeyú, principalmente o milho ”, disse o representante do setor, Pablo Mauger, em contato com a Monumental 1080 AM.
O empresário indicou que a mobilização dos caminhoneiros é um golpe para o avicultor e para os pequenos produtores, os mais afetados pelas dificuldades de abastecimento dos insumos.
Leia também no Agrimídia:
- •Sistema informatizado para disponibilizar informações de rastreabilidade do frango de corte na revista Avicultura Industrial
- •África do Sul entra em período crítico enquanto Nigéria concentra novos surtos de Influenza aviária no continente
- •Nutrição de poedeiras: consistência da farinha de soja impacta desempenho, qualidade de ovos e custo de produção
- •Santa Catarina aposta em crédito de R$ 1 bilhão para expandir cadeias de suínos e aves
“Quando as galinhas começam a faltar comida nos expomos ao canibalismo e é um desastre, porque os animais não podem ser abatidos, são perfurados e é muito difícil na avicultura. Então, haverá uma tremenda mortalidade e quem vamos reivindicar?”, disse Mauger.
Estima-se que existam cerca de 12 milhões de frangos de corte de várias idades, enquanto existem cerca de 3 milhões de poedeiras. “Mais de 15 milhões de frangos estão em jogo”, acrescentou.
O empresário esclareceu que o setor não tem problemas com os transitários, já que muitos dependem do item. “Eles nunca reclamaram custos e é o produtor que acerta com o despachante”, comentou.
Da mesma forma, Mauger defendeu que o preço da oferta e da demanda deve ser respeitado e considerou que a Constituição Nacional do Paraguai é clara sobre o assunto.
Os caminhoneiros estão mobilizados há mais de uma semana para reivindicar uma lei de frete. Piquetes e bloqueios de estradas são relatados em várias partes do país que afetam vários setores da economia.





















