Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,79 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,53 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,78 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,19 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,22 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 106,78 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 110,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 119,63 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 122,93 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 98,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 112,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,49 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,56 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.178,25 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.054,04 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 130,84 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 109,02 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 132,77 / cx

Embrapa Suínos e Aves

Custo de produção do frango recua 2,8% no ano, enquanto suinocultura vê despesas subirem 4,4%

Análise dos custos de produção em 2025: frango com queda de 2,8% e suinocultura com alta de 4,4%. Entenda as causas

Custo de produção do frango recua 2,8% no ano, enquanto suinocultura vê despesas subirem 4,4%

A Embrapa Suínos e Aves divulgou o fechamento consolidado dos custos de produção de 2025, revelando cenários divergentes para as duas principais cadeias de proteína animal do país. Enquanto o avicultor teve um alívio nas contas, o suinocultor viu a margem ser pressionada.

Na suinocultura (tendo Santa Catarina como referência), o custo do quilo vivo encerrou dezembro a R$ 6,48 , acumulando uma alta de 4,39% no ano. O vilão continua sendo a nutrição: a ração representou 71,67% de todo o custo de produção, subindo tanto no mês quanto no acumulado do ano.

Já na avicultura de corte (referência Paraná), o cenário foi de deflação de custos. O quilo do frango fechou o ano custando R$ 4,65 para ser produzido, uma queda acumulada de -2,81% em 2025. O grande alívio veio da ração, que ficou 8,92% mais barata ao longo do ano. No entanto, um sinal de alerta acendeu para a reposição: o custo de aquisição dos pintos de 1 dia disparou 14,82% no período, impedindo uma queda ainda maior nas despesas totais.

A análise detalhada desses componentes revela um ponto de atenção crucial para o planejamento de 2026: a “inflação da genética”. Enquanto o produtor comemorou o alívio no custo da nutrição, a disparada de quase 15% no preço dos pintos de um dia sinaliza uma oferta restrita de material genético de base ou alta demanda alojada.

Isso sugere que, para o próximo ciclo, a eficiência zootécnica no alojamento inicial e a redução da mortalidade nas primeiras semanas serão tão ou mais importantes do que a negociação do milho para garantir a rentabilidade final do lote.

Para auxiliar o produtor a navegar essas oscilações em 2026, a Embrapa reforçou a divulgação de ferramentas gratuitas, como o aplicativo Custo Fácil (disponível para Android) e planilhas de gestão para integrados , essenciais para calcular a margem real na granja e diferenciar despesas como a mão de obra familiar.

Referência: Embrapa