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CNA projeta safra recorde de grãos e forte expansão do PIB em 2025

Entenda como a CNA projeta o PIB agropecuário em alta e uma safra recorde de grãos em 2025. Veja os detalhes e expectativas

CNA projeta safra recorde de grãos e forte expansão do PIB em 2025

O agronegócio brasileiro demonstra resiliência e projeta um cenário de forte expansão para 2025, com a expectativa de uma nova safra recorde de grãos e uma recuperação robusta do Produto Interno Bruto (PIB) do setor. As conclusões são da edição de setembro do boletim “Análise CNA”, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, que aponta um crescimento de 10,1% no PIB da agropecuária em comparação a 2024 e um Valor Bruto da Produção (VBP) estimado em R$ 1,49 trilhão.

A produção de grãos na safra 2025/2026 deve alcançar o volume histórico de 353,8 milhões de toneladas, um incremento de 1% sobre o ciclo anterior. Esse avanço é atribuído à ampliação da área plantada e a uma perspectiva climática mais favorável, especialmente no Centro-Oeste e no Matopiba. O otimismo se estende a outras cadeias produtivas, com a produção de leite, ovos e mel tendo atingido recordes em 2024, ano em que o valor da produção de hortaliças cresceu 5,5%, para R$ 52,1 bilhões, e o da fruticultura avançou 34,1%, para R$ 102,9 bilhões, com destaque para a valorização da batata-inglesa, laranja e cacau.

Apesar do panorama positivo, o setor enfrenta desafios significativos. O relatório da CNA aponta para uma probabilidade de 60% de ocorrência do fenômeno La Niña até dezembro, o que poderia causar estiagens na região Sul e excesso de chuvas no Centro-Norte. No cenário internacional, as exportações são impactadas por barreiras comerciais, como as tarifas americanas que reduziram a competitividade da carne bovina nos EUA, e por uma queda de 19% no volume total de café embarcado. Internamente, a liberação de crédito do Plano Safra 2025/2026 apresenta um ritmo mais lento, afetando operações de custeio e investimento.

Na pecuária, enquanto o rebanho bovino registrou um leve recuo, os plantéis de aves e suínos continuaram a se expandir, impulsionados pela demanda firme e pelas exportações. A aquicultura também se consolida como uma nova fronteira de crescimento, com a produção de tilápia e camarão crescendo 13% e 15%, respectivamente. O boletim ainda destaca a capacidade de adaptação dos produtores do Rio Grande do Sul que, diante das recentes adversidades climáticas, têm diversificado com culturas de menor custo, como aveia e canola, e ampliado o uso da irrigação para mitigar riscos.

Referência: CNA