Entenda as medidas científicas necessárias para melhorar a resiliência da agropecuária aos desastres climáticos no Rio Grande do Sul
Ciência aponta medidas para promover resiliência da agropecuária aos desastres climáticos

A chefe-adjunta de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Clima Temperado (RS), Rosane Martinazzo, apresentou o programa Recupera Rural RS na AgriZone, em Belém, destacando a adoção de boas práticas de agricultura conservacionista como a resposta estratégica ao desastre climático no Rio Grande do Sul.
Martinazzo explicou que os efeitos devastadores das enchentes não seriam evitados, mas os impactos teriam sido menores se, por exemplo, os solos tivessem maior capacidade de infiltração de água. Levantamentos técnicos revelaram problemas como a compactação do solo, que podem ser corrigidos por meio de boas práticas agrícolas.
O Plano Recupera Rural RS, coordenado pela Embrapa, realizou um amplo diagnóstico em 38 municípios atingidos pelas enchentes. Os municípios foram divididos em cinco regiões, de acordo com os principais sistemas de produção e os tipos de danos sofridos. Em cada região, foram instaladas unidades de referência tecnológica para servirem como ambientes de aprendizagem coletiva. A escolha dos agricultores para essas unidades considerou aqueles que exercem liderança e adotam boas práticas, como uso de terraços e plantas de cobertura do solo.
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A gestora enfatizou que, para terem resultados efetivos, as soluções não podem ser pontuais, mas devem ser adotadas em escala de microbacias. Para isso, o apoio de políticas públicas é fundamental. O Plano Recupera Rural RS integra a Plataforma Colaborativa Sul para Mitigação de Efeitos Climáticos Adversos na Agropecuária da Região Sul do Brasil, criada pela Embrapa em 2023.























