A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou uma nova lei que usa recursos da Taxa CDO para ajudar os produtores rurais
Aprovada lei que libera recursos da taxa CDO para apoio direto aos produtores rurais no Rio Grande do Sul

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, nesta terça-feira (2/12), o Projeto de Lei 472/2025, que autoriza o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) a utilizar os recursos da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (Taxa CDO) para financiar, subverter ou apoiar programas, projetos e ações voltados ao fomento do setor orizícola no estado.
A proposta altera a Lei 13.697/2011 e permite que os recursos da Taxa CDO, repassados integralmente ao Irga desde o início de 2025, sejam usados em iniciativas de apoio aos produtores, ajudando a enfrentar os desafios da cadeia produtiva.
Medida Crucial em Cenário de Pressão Econômica
A nova legislação visa possibilitar o suporte financeiro a alternativas relacionadas à comercialização, exportação e escoamento de excedentes de arroz, buscando a estabilidade econômica da cadeia produtiva. A aprovação, unânime com 48 votos, garante maior clareza e segurança jurídica para o uso da Taxa CDO, que já possui destinação vinculada.
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O presidente do Irga, Eduardo Bonotto, enfatizou que a alteração reforça o alinhamento entre o governo e os produtores e é um passo importante para garantir a competitividade do agronegócio gaúcho.
O Desafio da Cadeia Produtiva
A aprovação do projeto de lei ocorre em um momento de forte pressão econômica sobre os produtores de arroz:
- Custo de Produção (2024/2025): Chegou a R$ 95,04 por saca de 50 kg.
- Preço Médio de Mercado (Novembro 2025): Registrado em apenas R$ 55,42 por saca (Cepea/Irga).
Essa defasagem de mais de R$ 39 por saca impacta diretamente a renda dos produtores e reflete-se na estimativa de redução de 5,17% da área a ser semeada para a safra 2025/2026.
Neste contexto, a possibilidade de destinar recursos da Taxa CDO para ações estruturantes e emergenciais é vista como fundamental para reequilibrar o mercado e preservar a competitividade da orizicultura gaúcha.























