Mas, segundo a Conab, alta de custos ainda preocupa
Abate de aves e suínos deve aumentar em 2023

A Conab também divulgou ontem suas projeções para o mercado de carnes, que voltará a enfrentar margens apertadas. O aumento de custos é puxado especialmente pelos preços ainda firmes do milho.
Os abates de aves deverão aumentar 3,2% em 2023, para 6,29 bilhões de frangos. Já as vendas externas poderão cair 1,7% e ficar em 4,5 milhões de toneladas. A combinação desses fatores vai resultar em um provável aumento da oferta interna de 4,2%, elevando a disponibilidade per capita acima dos 51 quilos por habitante por ano, projetou a Conab.
A abertura de novos mercados para a carne suína brasileira, como países do Sudeste Asiático e o Canadá, deve amenizar a queda das exportações para a China, onde o rebanho de porcos se recupera após a grave crise sanitária provocada pela peste suína africana.
Leia também no Agrimídia:
- •Brasil abre mercado para carne suína resfriada em Singapura e amplia acesso a destinos estratégicos
- •Boehringer Ingelheim reúne especialistas da suinocultura para debater sobre salmonelose
- •Crise global, diesel em alta e risco de efeito cascata pressionam suinocultura, alerta governo
- •Mercado financeiro avança com ferramentas para proteger suinocultores da volatilidade do milho
A tendência para o ano que vem, segundo a Conab, é de aumento de 6,7% nos abates, mas não haverá aumento na produção da proteína em virtude da queda do peso médio dos animais, causada pelos altos custos na alimentação dos plantéis.





















