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Economia

Aquisições na área de alimentos já somam US$ 15,8 bi

Ritmo mundial de negócios no setor é o maior desde a recessão de 2008.

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Aquisições na área de alimentos já somam US$ 15,8 bi

As empresas de alimentos vêm comprando as rivais de menor escala no maior ritmo em quatro anos, como forma de ganhar tempo até os consumidores voltarem a gastar mais.

A aquisição da Bolthouse Farms pela Campbell Soup, por US$ 1,55 bilhão, anunciada anteontem, colocou em evidência o setor de alimentos em meio a um ano de movimento fraco em fusões e aquisições em outras áreas. Encorajadas pelas taxas de empréstimo mais baixas da história, as empresas alimentícias encaminham-se a assinar neste ano o maior número de aquisições desde a recessão de 2008, mesmo com quadro total de acordos, incluindo todos os setores, tendo mostrado queda.

Vários anos de programas agressivos de redução de custos para enfrentar o baixo crescimento das receitas deixaram a indústria de alimentos com pouco espaço para mais cortes. As empresas, em vez disso, passaram então a usar seus grandes recursos em caixa para “comprar” crescimento e a chance de novos cortes de custos operacionais.

“O faturamento não está se mexendo e o único item que essas companhias podem mexer é o custo; e isso agora já se esgotou”, disse Sachin Shah, estrategista da Tullett Prebon, de Nova Jersey. “É preciso gastar para conseguir sinergia de custos. Eles precisam de fluxo de caixa.”

Desde o início do ano até segunda-feira, foram concluídas ou estão pendentes 116 aquisições de empresas alimentícias no mundo, com um valor total de US$ 15,8 bilhões, de acordo com dados da Bloomberg. Para esse período, é o maior número desde 2008, quando foram anunciados 130 acordos, no valor de US$ 5,5 bilhões. A esta altura do ano em 2011, haviam sido concluídos 88 acordos, no valor de US$ 13,3 bilhões.

O mercado de fusões e aquisições como um todo vem se mostrando mais lento, com 13.550 negócios, somando US$ 1,02 trilhão em todos os setores no acumulado de 2012 até segunda, em comparação aos 14.624 acordos no mesmo período de 2011, que totalizaram US$ 1,31 trilhão.

A compra da Bolthouse, que pertencia à firma de investimentos em participações Madison Dearborn Partners, de Chicago, é a segunda maior de uma empresa de alimentos voltados ao consumidor neste ano, atrás apenas da aquisição de US$ 2,7 bilhões, anunciada em maio pela Kellogg, da marca de batatas fritas Pringles, da Procter & Gamble.

Segundo Andrew Ross, estrategista-chefe da ConAgra Foods, os compradores estão à procura de aquisições para preencher lacunas em suas linhas de produtos, em vez de mega-acordos, afirmou.

“Os acordos estão em alta porque todos estão buscando crescimento”, disse Ross. “Mas todos estão sendo bem disciplinados nisso. Ninguém quer cometer um erro nesse cenário.”

A ConAgra, cuja sede fica em Omaha, Nebraska, comprou em maio a Pita Chips, que pertencia à Kangaroo Brands de Milwaukee, para entrar no setor de pão árabe e aproveitar sua fase de expansão. Embora a Pita Chips tenha receita anual de apenas cerca de US$ 20 milhões, a ConAgra espera ter mais condições de expandir as operações do que o dono anterior, segundo Ross.

Em outro acordo, a ConAgra, dona das marcas de pipoca Orville Redenbacher e de comidas congeladas Healthy Choice, detectou uma oportunidade para expandir suas operações com congelados em abril, quando anunciou a compra da Odom’s Tennessee Pride, uma processadora de refeições congeladas com vendas anuais de mais de US$ 190 milhões.

A indústria alimentícia vem sofrendo para acelerar seu crescimento nos Estados Unidos, onde a economia expandiu-se 2% no ano encerrado em março e o índice de desemprego continua superior a 8% há mais de três anos.

“As companhias colheram as frutas que estavam mais fáceis de pegar no que se refere a cortes de custos e crescimento”, disse David Garfield, diretor-gerente especializado em bens de consumo na América do Norte da firma de consultoria AlixPartners, em Chicago. “Uma das poucas coisas que restam é expandir o portfólio [de produtos] ou encontrar algumas sinergias em uma aquisição.”

A compra da Bolthouse Farms fortalecerá a divisão de bebidas da Campbell nos Estados Unidos, que produz a marca de sucos V8, responsável por cerca de 10% das vendas no ano fiscal encerrado em 31 de julho. Foi a unidade de maior crescimento da Campbell, de Camden, Nova Jersey, no trimestre passado, com receita de US$ 208 milhões. Nesse período, as vendas da unidade de sopas tiveram desaceleração.

A Bolthouse Farms emprega cerca de 2,1 mil pessoas e vende bebidas, molhos para saladas, cenouras e produtos de marca própria para varejistas. A empresa, de Bakersfield, Califórnia, teve vendas de US$ 689 milhões e lucro antes de juros e impostos em torno a US$ 79 milhões em 2011.

As vendas da divisão de bebidas da Campbell nos EUA subiram 2%, para US$ 593 milhões, no período de nove meses encerrado em 29 de abril. Já as vendas nos EUA da divisão Simple Meals, que inclui as sopas Campbell, caíram 2%, para cerca de US$ 2,3 bilhões no mesmo período.

A aquisição também dá à Campbell direito a ter melhor posicionamento de produtos nas prateleiras de supermercados, afirmou Garfield. A Campbell geralmente vende suas sopas prontas e bebidas no centro das lojas, onde são colocados alimentos básicos. A Bolthouse Farms havia negociado com os supermercados para colocar seus sucos nas prateleiras de frutas e vegetais frescos, o que pode dar à Campbell mais chances para deslocar seus produtos.

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