
Em uma semana marcada por fechamento de mercados (Iraque e México), a suinocultura brasileira celebra uma vitória diplomática e comercial de longo prazo. O Acordo Mercosul-UE garantiu ao Brasil um acesso inédito ao protecionista mercado europeu de carne suína. Pela primeira vez, o país terá uma cota específica para enviar cortes in natura e industrializados com tarifas preferenciais.
A matemática do acordo, analisada pelo Cepea e pela ABPA, define uma cota final de 25 mil toneladas anuais. A grande conquista não é apenas o volume, mas a tarifa: dentro dessa cota, o exportador pagará apenas € 83 por tonelada.
Esse valor é drasticamente inferior às taxas padrão da Europa, que historicamente inviabilizam a competitividade de produtos de maior valor agregado, como presuntos e embutidos.
É importante, no entanto, gerenciar as expectativas quanto ao cronograma. A ABPA esclarece que a abertura não será imediata, ocorrendo de forma gradual em seis etapas anuais iguais até atingir o teto do volume.
Além disso, a efetivação dos embarques depende da superação de uma última barreira burocrática: a aprovação do Certificado Sanitário Internacional, documento técnico que validará a segurança dos produtos brasileiros conforme as exigências do bloco europeu.
Embora o volume de 25 mil toneladas seja pequeno frente à produção total brasileira, o Cepea destaca que o ganho é estratégico.
Acessar o mercado europeu funciona como um “selo de qualidade global”, chancelando a sanidade e a excelência do produto brasileiro para compradores exigentes em todo o mundo, reforçando a estratégia nacional de diversificação de destinos.
Referência: Rádio Itatiaia












