
O artigo “Suinocultura brasileira retoma crescimento em 2025, mas olha 2026 com cautela”, publicado no Anuário Suinocultura Industrial 2026 e assinado por Iuri Pinheiro Machado, consultor de mercados, analisa o desempenho recente do setor e traça perspectivas para o próximo ano. O conteúdo aponta 2025 como um período de retomada consistente da suinocultura nacional, após anos marcados por crise, ao mesmo tempo em que ressalta um cenário que exige prudência nas decisões para 2026.
Com base em dados do IBGE e da Secex, o artigo destaca que a produção brasileira de carne suína apresentou crescimento significativo em 2025, tanto em número de cabeças abatidas quanto em toneladas de carcaças, superando os resultados observados em 2023 e 2024. Esse avanço foi impulsionado por um ambiente de mercado mais favorável, com redução nos custos dos principais insumos, como milho e farelo de soja, e melhora das margens ao produtor, permitindo não apenas ganhos de produtividade, mas também uma leve ampliação do plantel de matrizes.
No campo das exportações, o texto aponta o segmento como o principal destaque do ano. Os embarques de carne suína registraram crescimento expressivo em volume e receita, com mudança relevante no perfil dos destinos. As Filipinas consolidaram-se como principal mercado, enquanto houve redução da participação da China e aumento das vendas para países como Japão, México, Chile, Vietnã e Argentina. Essa maior diversificação é avaliada como positiva, por reduzir a dependência de um único comprador e trazer mais segurança ao comércio exterior do setor.
A análise também aborda o consumo interno, que acompanhou o crescimento da produção e das exportações, mantendo preços firmes ao longo de 2025. A disponibilidade per capita de carne suína no mercado doméstico voltou a avançar, reforçando o equilíbrio entre oferta e demanda observado no período.
Para 2026, o artigo projeta continuidade do crescimento, porém em ritmo mais moderado. A produção deve avançar de forma limitada, assim como as exportações, enquanto a disponibilidade interna tende a aumentar. Nesse contexto, o texto chama atenção para fatores externos que podem influenciar os preços, como o ciclo da pecuária de corte, a possível elevação das cotações do boi gordo e o comportamento do mercado de grãos. Questões climáticas, como a influência do La Niña, e o aumento da demanda por milho para produção de etanol são apontados como elementos que podem pressionar os custos de produção.
De forma geral, o artigo conclui que a suinocultura brasileira encerra 2025 em um patamar mais sólido, mas entra em 2026 diante de um ambiente que exige planejamento, gestão de riscos e atenção redobrada aos custos e à dinâmica dos mercados interno e internacional.
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