
A Embrapa Suínos e Aves divulgou o fechamento consolidado dos custos de produção de 2025, revelando cenários divergentes para as duas principais cadeias de proteína animal do país. Enquanto o avicultor teve um alívio nas contas, o suinocultor viu a margem ser pressionada.
Na suinocultura (tendo Santa Catarina como referência), o custo do quilo vivo encerrou dezembro a R$ 6,48 , acumulando uma alta de 4,39% no ano. O vilão continua sendo a nutrição: a ração representou 71,67% de todo o custo de produção, subindo tanto no mês quanto no acumulado do ano.
Já na avicultura de corte (referência Paraná), o cenário foi de deflação de custos. O quilo do frango fechou o ano custando R$ 4,65 para ser produzido, uma queda acumulada de -2,81% em 2025. O grande alívio veio da ração, que ficou 8,92% mais barata ao longo do ano. No entanto, um sinal de alerta acendeu para a reposição: o custo de aquisição dos pintos de 1 dia disparou 14,82% no período, impedindo uma queda ainda maior nas despesas totais.
A análise detalhada desses componentes revela um ponto de atenção crucial para o planejamento de 2026: a “inflação da genética”. Enquanto o produtor comemorou o alívio no custo da nutrição, a disparada de quase 15% no preço dos pintos de um dia sinaliza uma oferta restrita de material genético de base ou alta demanda alojada.
Isso sugere que, para o próximo ciclo, a eficiência zootécnica no alojamento inicial e a redução da mortalidade nas primeiras semanas serão tão ou mais importantes do que a negociação do milho para garantir a rentabilidade final do lote.
Para auxiliar o produtor a navegar essas oscilações em 2026, a Embrapa reforçou a divulgação de ferramentas gratuitas, como o aplicativo Custo Fácil (disponível para Android) e planilhas de gestão para integrados , essenciais para calcular a margem real na granja e diferenciar despesas como a mão de obra familiar.
Referência: Embrapa











