
A Rússia iniciou oficialmente sua ofensiva comercial para colocar carne suína no continente africano. O Grupo Talina, um dos gigantes do setor no país, enviou o primeiro lote para o Congo, marcando o início de uma estratégia de diversificação de mercados.
Em 2025, os russos exportaram 390 mil toneladas de carne suína (faturando US$ 1 bilhão), mas a África representou um traço estatístico de apenas 0,01% desse total.
Segundo a Agroexport (agência governamental russa), a expansão enfrenta obstáculos “naturais” severos. O Norte da África, logisticamente mais próximo, é majoritariamente muçulmano, vetando o consumo.
Já na África Subsaariana, o desafio é a infraestrutura: a cadeia de frio é precária, com riscos de perda de qualidade nos “últimos 200 km” devido a quedas de energia e falta de controle de temperatura. Além disso, o consumidor africano é extremamente sensível a preço.
O maior obstáculo, porém, tem nome e sobrenome: Brasil. A agência russa reconhece que enfrentará uma concorrência feroz dos brasileiros, que já dominam 27% das importações de carne suína do continente.
Mesmo assim, Moscou aposta no longo prazo. Com a população africana projetada para atingir 2 bilhões de pessoas até 2030 e a escassez local de água limitando a produção própria, a Rússia quer garantir seu “pé na porta” agora para colher frutos na próxima década.
Referência: Pig Progress











