
Entre o fim de dezembro de 2025 e o primeiro dia de 2026, a Itália confirmou 43 focos de influenza aviária altamente patogênica (IAAP) em aves domésticas, segundo dados do Istituto Zooprofilattico Sperimentale delle Venezie (IZSVe). Quase metade das granjas atingidas é dedicada à produção de carne de peru, enquanto cerca de 8% correspondem a sistemas de postura comercial.
Casos se intensificam no segundo semestre
O primeiro foco do segundo semestre de 2025 foi confirmado em 29 de setembro, quando o Centro Nacional de Referência Italiano para Influenza Aviária e Doença de Newcastle identificou o vírus IAAP subtipo H5N1 em aves domésticas. A partir desse registro, foram imediatamente adotadas medidas gerais e específicas de controle, com a delimitação de zonas de proteção e vigilância sanitária.
A progressão dos casos ao longo dos meses evidenciou a intensificação do surto: 15 notificações em outubro, nove em novembro e 18 registros apenas em dezembro. Em 14 de outubro de 2025, as autoridades sanitárias também confirmaram o primeiro caso do subtipo H5N1 em aves selvagens desde fevereiro do mesmo ano, ampliando o nível de alerta epidemiológico no país.
Regiões do norte concentram os focos
A Lombardia, região ao norte da Itália e uma das principais áreas de produção avícola do país, lidera o número de ocorrências, com 20 casos confirmados em granjas até o momento. Na sequência, aparece a Emília-Romanha, que se estende do litoral do Adriático até o interior, com nove focos registrados.
Outras ocorrências estão distribuídas em regiões como o Vêneto, no entorno de Veneza, e o Piemonte, na fronteira com a França. De acordo com o relatório mais recente do IZSVe, não há registros de influenza aviária nas regiões do sul do país até o momento.
Monitoramento e controle sanitário
As autoridades italianas mantêm o monitoramento intensivo das granjas localizadas nas áreas afetadas, com reforço das medidas de biosseguridade e restrições de movimentação de aves. O avanço dos casos no norte da Itália reacende o alerta para o risco de disseminação da gripe aviária na Europa, especialmente em regiões de alta densidade produtiva e forte integração avícola.
Referência: Poultry World











