Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,75 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,66 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,19 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 166,57 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 173,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 185,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 195,54 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 159,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 177,59 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,12 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,17 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.182,38 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.095,19 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,82 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 162,93 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 150,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 167,05 / cx
Produção

Novos dados do Campo Futuro revelam custos de produção agropecuária atualizados

O projeto Campo Futuro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou na semana passada uma série de painéis para levantamento dos custos de produção da silvicultura, avicultura,…
Novos dados do Campo Futuro revelam custos de produção agropecuária atualizados

O projeto Campo Futuro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou na semana passada uma série de painéis para levantamento dos custos de produção da silvicultura, avicultura, suinocultura, grãos e aquicultura nos estados de Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Silvicultura – Na terça (20), em Santa Cecília (SC), o painel da produção de pinus apontou aumento na propriedade modal, que passou de 50 para 100 hectares, com resultados que confirmam a sustentabilidade e a atratividade da atividade.

De acordo com a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, a região apresentou resultados muito positivos, ainda que, comparado a 2023, tenha sido observado certo recuo nas margens de lucro.

Já em Barro Alto (GO), na quinta (22), foi feito o primeiro levantamento para a produção de borracha natural, considerando uma propriedade modal de 50 hectares, com produtividade média de 2.915 kg por hectare ao ano e ciclo produtivo de 42 anos.

Na sexta (23), foram levantados os custos de produção de eucalipto em Cristalina (GO), que permanece com propriedade modal de 50 hectares e IMA de 40 m3/ha/ano, com os mesmos valores observados em 2023, quando foi realizado o último levantamento.

Já o ciclo de produção passou de 7 para 5 anos devido à oferta restrita de madeira na região, ocasionando antecipação da colheita para abastecimento do mercado. A madeira é destinada como biomassa energética. Comparado ao último painel, os resultados atuais são mais positivos. Os itens mais onerosos para a atividade na região são os custos administrativos.

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Suinocultura e avicultura – Em Mato Grosso, entre os dias 19 e 21 de maio, foram levantados os custos da avicultura de postura e suinocultura.

Em Sorriso, na suinocultura independente, o custo operacional efetivo (COE) foi de R$ 560,51 por suíno terminado, com maior impacto da ração, que representa 77,1% dos custos. Em Tapurah, na Unidade Produtora de Leitões (UPL), o COE ficou em R$ 44,67 por leitão, e na Unidade de Terminação (UT) foi de R$ 32,34 por animal terminado, com custos elevados de energia, manutenções e mão de obra.

Na avicultura de postura, em Campo Verde, o COE foi estimado em R$ 138,71 por caixa com 30 dúzias de ovos, sendo a ração o principal custo, representando 47,9%.

Grãos – No Rio Grande do Sul, os painéis realizados entre 19 e 23 de maio mostraram forte impacto climático nas produtividades, além de aumento nos custos. Segundo o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, a estiagem derrubou a produtividade da soja em várias regiões.

Na segunda (19), em Carazinho, a produtividade caiu de 67 sacas por hectare na safra 2023/2024 para 42 sacas na atual. Para o milho verão, houve aumento no custo operacional, puxado principalmente por fertilizantes e sementes, enquanto a produtividade cresceu de 75 para 180 sacas por hectare. O trigo também teve elevação nos custos e na produtividade, passando de 35 para 52 sacas por hectare, embora com perda de qualidade devido a doenças no final do ciclo.

O painel em Cruz Alta, também na segunda (19), mostrou que a sequeiro teve média de 35 sacas por hectare, impactada pela estiagem e pelo granizo em dezembro. A soja irrigada rendeu 50 sacas por hectare. O milho teve produtividade de 120 sacas por hectare no sequeiro e de 220 sacas nas áreas irrigadas. O trigo apresentou produtividade de 45 sacas por hectare, com qualidade abaixo do esperado.

Na terça (20), foi a vez de Tupanciretã. A produtividade da soja ficou em 27 sacas por hectare, com grande variação entre microrregiões: áreas colhendo entre 10 e 50 sacas, resultado do calor extremo e da falta de chuva a partir de janeiro. Em relação à safra passada, houve queda em comparação às 45 sacas por hectare registradas em 2023/24. O trigo alcançou 50 sacas por hectare, acima das 37,7 sacas do ciclo anterior, porém com problemas de qualidade, principalmente por chuvas no final de outubro. O aumento de custos na cultura foi puxado por fertilizantes e sementes, que subiram 5,5% e 5,4%, respectivamente.

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Em Uruguaiana, na quarta (21), o foco foi na cultura do arroz irrigado. A produtividade média foi de 190 sacas por hectare, cerca de 6% superior à safra anterior. O custo operacional aumentou em torno de 5%, com destaque para a elevação nos gastos com fertilizantes. O preço médio do arroz caiu de R$ 100,30 para R$ 72,00 por saca, uma retração de 28,3%. Mesmo com o ganho em produtividade, a forte queda nos preços e o aumento dos custos pressionaram as margens da atividade.

Já Bagé (RS) sediou, na quinta (22), o painel que abordou os resultados da soja sequeiro e irrigada. A soja irrigada alcançou 65 sacas por hectare, mais que o dobro da registrada no ciclo anterior. Já a soja em sequeiro teve média de 42,5 sacas por hectare, frente às 30 sacas colhidas na safra passada, marcada por uma grave seca que comprometeu o rendimento das lavouras. O custo operacional da soja irrigada subiu 25,1%, impulsionado principalmente pelo aumento nos gastos com herbicidas, que cresceram 18,7%. O preço médio da soja caiu de R$ 131,40 para R$ 124,08 por saca, uma redução de 5,6%. Segundo os produtores, o potencial da soja irrigada era de até 80 sacas por hectare, mas o calor intenso em janeiro e fevereiro afetou a florada e limitou o teto produtivo.

Os painéis foram encerrados no município de Camaquã, na sexta (23), com foco no arroz irrigado e na soja, safra 2024/25. O arroz teve produtividade média de 180 sacas por hectare, cerca de 10% superior à safra passada, em um ano considerado bom de clima. O início foi chuvoso, gerando incerteza quanto ao plantio, mas o clima se regularizou. O preço médio do arroz foi de R$ 76,00 por saca, frente aos R$ 113,54 da safra anterior — uma queda de 33%. Já a soja teve grande variação entre microrregiões, com produtividades entre 20 e 80 sacas por hectare e média de 40 sacas, frente às 27 sacas de 2023/24.

Aquicultura – Na semana passada, aconteceram painéis de aquicultura em Santa Catarina. Na quarta (21), foram levantados os custos de produção da tilápia em Rio Fortuna. A propriedade modal é caracterizada pela despesca de 108 toneladas por ciclo de produção. No sistema levantado, os desembolsos realizados pelos produtores chegaram a comprometer cerca de 94% da receita, resultando em margens apertadas.

Na quinta (22), foram levantados os custos da carcinicultura na região de Laguna. Segundo os produtores, a produção na região é caracterizada pelo alojamento das pós-larvas em cerca de 4 viveiros, totalizando 12 hectares de lâmina d’água. O ciclo de produção tem duração de 120 dias com camarões sendo despescados com cerca de 12g.

Devido ao clima e condições de produção na região, na média entre os dois ciclos realizados no ano, a taxa de mortalidade chega a atingir 50% o que prejudica os resultados econômicos da atividade.

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AquiculturaAviculturaboletimAIboletimSIsuinocultura
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  • Milho - Indicador
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    R$ 185,09
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  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 159,04
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    R$ 177,59
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    SP
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    Santa Maria do Jetibá (ES)
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  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 150,92
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    Recife (PE)
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