Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,02 / kg
Soja - Indicador PRR$ 128,99 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 133,85 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,84 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,35 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,25 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,31 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,26 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 96,83 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 96,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 108,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 103,20 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 89,44 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 100,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,51 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.178,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.049,40 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 89,22 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 84,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 101,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 119,62 / cx

Produção

Custo de nutrição animal desafia a rentabilidade da suinocultura brasileira

Custo de nutrição animal desafia a rentabilidade da suinocultura brasileira

A maior produtividade, assim como uma boa estratégia em relação à estrutura de custos e práticas sustentáveis na granja, são condições necessárias para garantir a lucratividade em um mercado global cada vez mais exigente.

Dentro da estrutura de custos da suinocultura, o componente mais relevante é a nutrição animal, cujo peso é determinante para a rentabilidade final. Os principais ingredientes utilizados nas rações são milho e farelo de soja.

Por isso, o acompanhamento de variáveis como safra no Brasil e nos EUA, movimento das commodities agrícolas no mercado internacional e a oscilação do câmbio se tornam indispensáveis ao setor.

O Peso dos Custos em Cenários Adversos

A combinação de alta oferta de suínos com preços elevados dos insumos da ração representa o pior dos cenários para a rentabilidade do produtor, como foi o caso do biênio 2021-2022. Nesses períodos, mesmo uma produção eficiente pode resultar em prejuízos relevantes, inviabilizando a operação de suinocultores menos estruturados.

A compreensão do ciclo da suinocultura, associada ao comportamento dos preços de milho e farelo de soja, exige leitura detalhada e constante. A conciliação entre esses dois movimentos – receita e custo – é complexa, mas essencial para que se mantenham margens operacionais em patamares sustentáveis ao longo do tempo.

Ajustes Produtivos como Resposta ao Mercado

Em momentos adversos, a resposta do setor produtivo ocorre por meio da redução de matrizes, queda no número de nascimentos e ajuste no peso médio dos animais. A retração planejada da oferta é uma ferramenta fundamental para tentar reequilibrar o mercado. Por outro lado, nos momentos de rentabilidade positiva, é natural o avanço de investimentos, tanto por integrados quanto independentes, levando ao aumento dos plantéis.

Essa alternância reforça a importância do planejamento, da análise diária e da boa leitura do mercado de grãos. Milho e farelo de soja têm seus próprios ciclos de volatilidade, influenciados por clima, política agrícola, demanda internacional, logística, taxa de câmbio, entre outros fatores. O suinocultor precisa compreender como cada uma dessas variáveis impacta seus custos – e quando elas representam riscos ou oportunidades.

Deste modo, os agentes da cadeia suinícola brasileira precisam estar constantemente atentos, munidos de dados atualizados e análises estratégicas. A sobrevivência e a competitividade no setor passam, cada vez mais, pelo acesso a informações técnicas de qualidade e por uma gestão eficiente dos custos de produção.

Fonte: Safras & Mercado