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Sanidade

BCO em frangos de corte: como prevenir e reduzir impactos no bem-estar e produtividade

A Condronecrose Bacteriana com Osteomielite (BCO) é um dos maiores desafios enfrentados pela avicultura mundial, sendo a principal causa de claudicação infecciosa em frangos de corte. Essa condição, caracterizada pela…
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BCO em frangos de corte: como prevenir e reduzir impactos no bem-estar e produtividade

A Condronecrose Bacteriana com Osteomielite (BCO) é um dos maiores desafios enfrentados pela avicultura mundial, sendo a principal causa de claudicação infecciosa em frangos de corte. Essa condição, caracterizada pela infecção bacteriana nos ossos e articulações, afeta aves de rápido crescimento, especialmente aquelas com esqueletos ainda frágeis, gerando prejuízos econômicos e preocupações com o bem-estar animal.

A BCO ocorre quando bactérias como Enterococcus spp., Escherichia coli e Staphylococcus spp. migram do intestino para a corrente sanguínea e se instalam em áreas ósseas fragilizadas pelo estresse mecânico. Esse problema é agravado por fatores como microbioma intestinal imaturo, deficiências nutricionais de cálcio, fósforo e vitamina D, além de inflamações intestinais crônicas. Em alguns casos, as bactérias podem ser transmitidas verticalmente dos reprodutores para os pintinhos, intensificando a disseminação.

A prevalência da BCO varia, afetando cerca de 1 em cada 67 frangos de corte com mais de 30 dias de idade em situações normais. No entanto, surtos podem comprometer mais de 15% de um lote, enquanto, na Europa, até 30% das aves sofrem de distúrbios esqueléticos relacionados à condição. Além das perdas econômicas, a doença representa um problema significativo para o bem-estar animal, dado o impacto da dor e da dificuldade de locomoção.

O tratamento da BCO enfrenta desafios importantes. A cartilagem óssea, por possuir um fluxo sanguíneo limitado, dificulta a penetração de antibióticos. Além disso, o uso desses medicamentos pode desestabilizar o microbioma intestinal, aumentando a suscetibilidade das aves a novas infecções. O crescimento rápido das aves, por sua vez, eleva o estresse mecânico sobre os ossos e articulações, favorecendo a ocorrência da doença.

Diante disso, a prevenção é a estratégia mais eficaz para lidar com a BCO. Medidas preventivas incluem o fortalecimento precoce do microbioma intestinal, o uso de aditivos como ácido butírico na ração e a suplementação de vitamina D na forma ativa (1,25(OH)₂D₃), que promove o desenvolvimento ósseo e reduz a incidência de claudicação. Uma nutrição equilibrada com níveis adequados de cálcio e fósforo também é essencial para a formação de ossos mais resistentes.

Além do manejo nutricional, práticas como a manutenção de camas secas e bem ventiladas ajudam a reduzir a proliferação bacteriana no ambiente. Outra medida importante é evitar o uso excessivo de antibióticos, focando em alternativas que fortaleçam a barreira intestinal e previnam a translocação de bactérias do intestino para a corrente sanguínea.

Ao adotar uma abordagem integrada que priorize a saúde intestinal, o fortalecimento ósseo e o manejo ambiental, é possível reduzir significativamente a prevalência da BCO. Isso não apenas melhora o bem-estar das aves, mas também aumenta a produtividade e a sustentabilidade da produção de frangos de corte. A saúde das aves começa no cuidado com o microbioma e na atenção ao seu desenvolvimento ósseo, garantindo lotes mais saudáveis e eficientes.

Referência: Poultry World

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