Redação SI 18/11/2002 – Dentre os alimentos vegetais à disposição dos produtos podemos mencionar o farelo de girassol, de amendoim, de algodão e farelo de canola. Em relação ao farelo de girassol, o principal fator limitante na inclusão de dietas são os elevados teores de fibra (28 – 32%), que diminuem a digestibilidade do alimento.
A possibilidade de retirar a casca para que haja uma redução dos teores de fibra permite uma maior inclusão. Deve-se considerar neste caso os maiores teores de metionina (0,66%) presentes neste ingrediente em relação à soja (0,61%) e também a eficácia da remoção do óleo, para que não se incorra em erros nos níveis de energia das rações.
Digestível – Já para o farelo de canola, o maior obstáculo é o menor teor de energia em relação à soja. A soja possui de 15% a 20% a mais de energia digestível. A substituição de canola por soja pode chegar a 25% para animais acima de 18 kg; 50% para crescimento e lactação e 100% para gestação e terminação.
Obviamente deve-se observar a quantidade de energia da ração e a necessidade diária do animal para se ter uma estimativa da quantidade de ração que o animal necessita consumir. Além disso, a transição de soja para canola não deve ser brusca.
Gossipol – Em relação ao farelo de algodão e de amendoim, ambos possuem boa constituição protéica, porém há outros fatores que dificultam o uso. O farelo de algodão possui um fator antinutricional, o gossipol, tóxico para os suínos, presente no ingrediente em teores que variam de 0,04% a 0,3%. Os suínos toleram valores de até 100 ppm.
Já o farelo de amendoim tem grande facilidade de desenvolvimento de fungos, possuindo elevado risco relacionado à presença de micotoxinas.











