Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,14 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,49 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 162,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 182,53 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.165,57 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,54 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 173,28 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 155,39 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 161,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 169,99 / cx

Fala Agro

O agro brasileiro vai novamente pagar o pato? - Por Jogi Humberto Oshiai

O agro brasileiro vai novamente pagar o pato? - Por Jogi Humberto Oshiai

O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos pode ter impactos significativos no agronegócio brasileiro. Conhecido por sua postura protecionista e imprevisível, Trump tem um histórico de medidas que podem tanto beneficiar quanto prejudicar a agricultura brasileira.

Um dos maiores desafios será a possibilidade de aumento de tarifas sobre produtos brasileiros em função de atitudes do governo brasileiro contra o americano. Recordo que, durante o seu primeiro mandato, Trump implementou políticas voltadas à proteção do produtor rural americano, podendo agora reforçar barreiras comerciais contra o Brasil também. Além disso, o fortalecimento de acordos bilaterais dos EUA com outros fornecedores, como a Argentina, do Presidente Milei, amigo de Trump, pode reduzir a competitividade de alguns produtos brasileiros no mercado americano.

Por outro lado, Trump também possui um histórico de antagonismo com a China, o que pode beneficiar o agronegócio brasileiro. Durante a guerra comercial entre os EUA e a China, o Brasil se tornou um fornecedor essencial para o gigante asiático, especialmente em commodities como a soja. Se esse cenário se repetir, pode haver um aumento na demanda por produtos brasileiros no mercado chinês.

Outro ponto a ser considerado é a questão ambiental, que poderá influenciar as negociações comerciais, especialmente com a União Europeia. Durante o governo Biden, houve maior pressão internacional contra o desmatamento e pelas práticas sustentáveis no Brasil. Com Trump, caso o governo brasileiro deixe de fazer picuinhas ao novo presidente americano, esse tipo de cobrança pode diminuir, facilitando as exportações para o mercado americano sem tantas exigências ambientais.

Além das questões comerciais, a relação diplomática entre Brasil e EUA pode ser impactada pela postura do governo brasileiro em relação à deportação de brasileiros dos Estados Unidos. Se o nosso governo adotar uma postura contrária às políticas imigratórias de Trump e pressionar contra a deportação de seus cidadãos, isso pode gerar tensões políticas que reflitam negativamente inclusive no comércio bilateral.

Diante desse cenário, o agronegócio brasileiro precisará adotar uma estratégia flexível para mitigar riscos e explorar oportunidades, buscando diversificação de mercados e fortalecendo sua presença no comércio global do agronegócio. Temos que ter a ciência de que cada ação gera reação, principalmente pelo atual presidente americano que já demonstrou publicamente uma profunda antipatia pelo nosso atual governo que, infelizmente, nunca nos ajudou e tampouco motivou para utilizarmos com orgulho um boné do tipo MAKE BRAZIL GREAT AGAIN!

Por Jogi Humberto Oshiai, CBO do Melo Advogados Associados, diretamente da capital da União Europeia.