
Em um cenário onde a indústria global enfrenta desafios críticos de mão de obra qualificada, a Mosaic, gigante global de fosfatados e potássio, optou por uma solução interna robusta: criar sua própria fábrica de talentos. A companhia anunciou a consolidação do programa Escola Industrial, que em cinco anos atingiu a marca de 150 mil horas de qualificação dedicadas a 3,5 mil colaboradores.
O projeto, que deixou de ser uma iniciativa pontual para se tornar um pilar estratégico permanente da empresa, oferece 215 cursos técnicos organizados em trilhas específicas. O escopo cobre toda a cadeia produtiva: da mina à usina de beneficiamento, passando pelas plantas químicas, terminais portuários e distribuição.
A metodologia, desenvolvida em parceria com a consultoria Produttare, foge do tradicional “sala de aula”: aplica o modelo 70-20-10, onde 70% do aprendizado ocorre na prática (on-the-job), 20% através de interações sociais com mentores e líderes, e apenas 10% via conteúdo formal (vídeos e e-books).
Segundo Rosana Pinotti, gerente de treinamento técnico, o grande trunfo do programa foi a Gestão do Conhecimento. A empresa mapeou o know-how que estava retido na cabeça de profissionais experientes e o transformou em mais de 200 materiais didáticos perenes, acessíveis na plataforma Workday Learning.
Isso não apenas acelera a integração de novos funcionários, como Maria Eduarda Mota Ferreira, mecânica em Cajati (SP), mas também padroniza a excelência operacional e eleva os níveis de segurança em todas as unidades.
Para 2026, a Mosaic declara encerrada a fase de implantação e inicia o ciclo de sustentação, onde a Escola Industrial passa a ser gerida como um ativo de negócio, com indicadores conectados diretamente aos resultados de eficiência e produtividade da companhia.












