Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,72 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,34 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,68 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,92 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 7,64 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,72 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,59 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,31 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 129,01 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,25 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.184,94 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.051,80 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 143,72 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,50 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Mercado e produção

Mercado do suíno inicia 2026 com ajuste nas cotações após ano de equilíbrio

Entenda as recentes mudanças no mercado do suíno. As cotações de 2026 começam com novos desafios e ajustes importantes

Mercado do suíno inicia 2026 com ajuste nas cotações após ano de equilíbrio

Após um encerramento de ano considerado atípico, 2025 terminou com estabilidade nos preços do suíno no último trimestre, sinalizando um ajuste mais consistente entre oferta e demanda no mercado interno. No entanto, a primeira quinzena de 2026 trouxe um movimento de retração nas cotações, comportamento tradicional do início do ano, período marcado pelo maior comprometimento do orçamento do consumidor com impostos, despesas sazonais e reorganização financeira das famílias.

As cotações do suíno vivo e da carcaça atingiram o valor máximo no ano em setembro/25 (gráfico 1), justamente no mês em que houve recorde histórico de exportações. Chama a atenção, no mesmo gráfico 1 que, desde março/25 as cotações do suíno vivo em São Paulo ultrapassaram Minas Gerais, posição que se mantém até hoje. Entre setembro/25 e novembro/25 também o Paraná ultrapassou Minas Gerais. Esta inversão entre MG e SP demonstra diferenças regionais de demanda, visto que MG, cuja produção cresceu significativamente no ano passado, é um mercado mais “fechado”, enquanto São Paulo busca boa parte do abate em outros estados, muitas vezes disputando com grandes empresas exportadoras que, com mercado externo aquecido, complementam seu abate buscando animais no mercado spot. A tendência é que esta situação se prolongue enquanto o mercado de exportação estiver em crescimento.

Os números de exportação de 2025 estão consolidados e confirmam um crescimento bastante significativo dos embarques. Conforme a tabela 1, a seguir, a carne suína e seus derivados exportados (in natura e processados) representaram quase 1,5 milhão de toneladas, um crescimento de 11,62% em relação ao ano anterior, totalizando uma receita de mais de 3,5 bilhões de dólares.

Tabela 1. Exportações brasileiras de carne suína totais (in natura e processados) em 2024 e 2025, em toneladas e em US$ 1.000.
Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.

tabela 2, a seguir, apresenta a relação dos principais destinos das exportações de carne suína in natura, ao longo de 2025, comparado com o mesmo período de 2024. Destaque para o crescimento das vendas para as Filipinas, Japão, México e Argentina e o recuo dos embarques para a China que, embora no acumulado do ano tenha terminado na segunda colocação, no mês de dezembro/25 ficou em quinto lugar, com somente 7% dos volumes do mês (tabela 3).

gráfico 2, a seguir, apresenta a evolução mensal das exportações brasileiras para os 5 principais destino de 2025, demonstrando o crescimento expressivo das Filipinas, a estabilidade do Chile e o encolhimento do mercado chinês.

Não somente a carne suína foi destaque no crescimento da exportação, mas também a carne bovina, no segundo semestre de 2025 bateu recordes mensais sucessivos (tabela 4), o que ajudou a escoar o crescimento expressivo do abate de bovinos. A carne de frango que começou 2025 com ritmo de exportação muito bom foi prejudicada pelo foco de Influenza aviária, ocorrido em maio, no RS, mas terminou o ano voltando a crescer, depois que caíram praticamente toda as barreiras sanitárias decorrentes do foco.

A safra de verão, depois de uma implantação relativamente conturbada, com irregularidade de chuvas em regiões importantes, agora segue com boa perspectiva e estimativa de novo recorde de volume de colheita de soja. Ainda é cedo para projetar volumes precisos de produção de milho, mas tudo indica que a janela de plantio da segunda safra, na grande maioria das regiões, será favorável, bem como o clima nas fases mais críticas do cereal. O mercado de milho e farelo de soja tem respondido com estabilidade, sem grandes oscilações, o que tem garantido ao suinocultor uma boa relação de troca (gráfico 3) e permitiu, ao longo de 2025, margens financeiras médias melhores que 2024 (tabela 6).