Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,72 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,34 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,68 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,92 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 7,64 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,72 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,59 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,31 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 129,01 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,25 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.184,94 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.051,80 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 143,72 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,50 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Influenza Aviária

Projeto europeu mira influenza aviária H5 e amplia foco em bovinos e suínos

Saiba mais sobre o projeto europeu mira influenza aviária H5, que amplia o foco em bovinos e suínos para combater a ameaça dos vírus

Projeto europeu mira influenza aviária H5 e amplia foco em bovinos e suínos

Um novo projeto internacional de pesquisa, com duração prevista de três anos, foi lançado para enfrentar a crescente ameaça global representada pelos vírus da influenza aviária altamente patogênica do tipo A, com ênfase no subtipo H5. A iniciativa reúne quatro centros de excelência da Europa e é liderada pela Universidade de Copenhague, com participação do Instituto Pirbright, no Reino Unido, além de instituições da França e da Alemanha.

Desde 2022, os vírus H5 da influenza aviária altamente patogênica deixaram de ser eventos regionais e passaram a apresentar comportamento panzoótico, ampliando significativamente sua distribuição geográfica e a diversidade de hospedeiros. Além de provocar surtos recorrentes em aves silvestres e domésticas, esses vírus têm causado mortalidade em larga escala, prejuízos econômicos expressivos e crescente preocupação sanitária, especialmente pela capacidade de infectar mamíferos, incluindo espécies de interesse zootécnico e, potencialmente, humanos.

Influenza aviária e o risco crescente para mamíferos

A expansão das infecções para mamíferos é considerada um dos pontos mais sensíveis do atual cenário sanitário. Cada novo evento de transmissão entre mamíferos cria oportunidades adicionais para adaptação viral, o que pode elevar o risco zoonótico. Relatos recentes indicam um aumento contínuo na lista de espécies mamíferas suscetíveis ao vírus, incluindo casos associados a possíveis transmissões entre indivíduos da mesma espécie.

Surtos registrados recentemente em bovinos leiteiros nos Estados Unidos reforçaram o alerta para a formação de novos reservatórios em sistemas de produção animal. Diante desse contexto, especialistas avaliam que o risco de envolvimento de cadeias produtivas estratégicas, como a bovinocultura leiteira e a suinocultura, não pode ser descartado.

Estratégias de vacinação ganham protagonismo

Segundo o professor Ian Brown, líder do projeto e responsável pelo grupo de virologia aviária do Instituto Pirbright, o nível atual de ameaça no Reino Unido e na Europa é elevado. Para ele, a disseminação do vírus para espécies de produção exige respostas rápidas e cientificamente embasadas.

O foco central do trabalho será a avaliação de estratégias de vacinação como medidas emergenciais, além da análise detalhada das respostas imunológicas, com o objetivo de orientar o uso futuro das vacinas atualmente disponíveis e o desenvolvimento de novas abordagens.

Pesquisa integrada reúne especialistas europeus

O consórcio científico reúne nomes de referência na pesquisa em sanidade animal. Participam do projeto o professor Lars Erik Larsen, da Universidade de Copenhague; as pesquisadoras Laurence Finot e Delphine Payros, do INRAE – Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente, da França; e o professor Martin Schwemmle, da Universidade de Freiburg, na Alemanha.

De acordo com Larsen, o grupo já acumula resultados relevantes em áreas como diagnóstico, inovação vacinal e compreensão dos mecanismos de transmissão viral, incluindo estudos recentes sobre a influenza aviária H5N1 em vacas leiteiras.

Genética viral, hospedeiros e imunidade

A estrutura do projeto está organizada em três grandes frentes de pesquisa interligadas. A primeira se dedica à genética viral e à caracterização molecular do H5, com análises detalhadas para identificação de marcadores genéticos associados à patogenicidade e adaptação, que serão posteriormente validados por meio de genética reversa.

A segunda frente investiga a suscetibilidade de hospedeiros mamíferos, com foco específico em bovinos e suínos. Os pesquisadores irão analisar os locais de replicação viral, incluindo glândulas mamárias de vacas em lactação, utilizando abordagens histopatológicas e transcriptômicas avançadas, além de modelos de organoides.

Já o terceiro eixo concentra-se nas respostas imunes e nas estratégias de vacinação. Serão avaliadas plataformas inovadoras, como vacinas de mRNA, vetores virais e vacinas de subunidades, todas compatíveis com estratégias DIVA, que permitem diferenciar animais infectados de animais vacinados. O objetivo é promover proteção ampla, eficaz e aplicável a diferentes espécies.

Impactos para a produção animal e a sanidade global

Além de estudar múltiplas vias de imunização, o projeto pretende otimizar a proteção imunológica em tecidos-chave, como o sistema respiratório de suínos e as glândulas mamárias de bovinos. Uma análise abrangente das respostas imunes locais e sistêmicas será conduzida por uma equipe multidisciplinar, incluindo especialistas em imunologia bovina e suína e em mecanismos de escape vacinal.

Os resultados esperados poderão contribuir de forma decisiva para o aprimoramento das estratégias globais de vigilância, prevenção e controle da influenza aviária, reforçando a segurança sanitária das cadeias produtivas de aves, bovinos e suínos, além de mitigar riscos à saúde pública.